Maioria dos alunos do profissional passa mais tempo na escola do que em empresas

Maioria dos alunos do profissional passa mais tempo na escola do que em empresas

O relatório Education at a Glance, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), chama a atenção para o facto de, em Portugal, só uma minoria dos alunos do ensino profissional estar inscrito em cursos que combinam aulas e formação em contexto de trabalho. São 14,3%, menos 20 pontos percentuais do que a média internacional.

Esta percentagem refere-se aos cursos de aprendizagem, uma modalidade que existe desde os anos 1980 e é desenvolvida pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional. São cursos onde, pelo menos, metade do tempo de formação é passado dentro das empresas. Os restantes 85,7% dos alunos frequentam programas que são essencialmente baseados em formação em contexto escolar e que têm “têm uma forte dimensão de componente tecnológica (prática) e de formação em contexto de trabalho (estágios)”, valoriza o Ministério da Educação, em resposta ao PÚBLICO.

O Education at a Glance reflete “a natureza da instituição mais do que a natureza dos cursos”, desvaloriza a tutela. A investigadora da Universidade do Minho Fátima Antunes diz também ter “dificuldades em entender” por que motivo a OCDE valoriza a modalidade de aprendizagem em alternância, quando esta “não é maioritária no contexto europeu”. A excepção é, precisamente, a Alemanha, assim como a Áustria ou a Suíça, países onde o chamado ensino dual tem maior expressão.

Veja a reportagem completa em: https://www.publico.pt/2020/09/08/sociedade/noticia/ensino-profissional-teorico-pratico-1930747